quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Vale a pena ler

Leituras Matinais
C. H. Spurgeon

13 de outubro
“A tristeza segundo Deus opera arrependimento.” (2Co 7:10 ACF)

A tristeza genuína e espiritual pelo pecado é obra do Espírito de Deus. O arrependimento é uma flor muito delicada para que possa crescer no jardim natural. As pérolas formam-se naturalmente nas ostras, mas o arrependimento nunca se manifesta nos pecadores, a menos que a graça divina o opere neles. Se tiveres uma partícula de ódio sincero pelo pecado, é porque Deus to tem dado, pois os abrolhos da natureza humana nunca produzem um só figo. “O que é nascido da carne é carne.”

O verdadeiro arrependimento tem uma clara relação com o Salvador. Quando nos arrependemos do pecado, temos de fixar um olho sobre o pecado e o outro sobre a cruz, ou, possivelmente será melhor fixar os dois sobre Cristo, e ver as nossas transgressões apenas à luz do Seu amor.

A dor sincera pelo pecado é eminentemente prática. Nenhum homem pode dizer que odeia o pecado se vive nele. O arrependimento faz-nos ver o mal do pecado, não apenas teoricamente, mas também experimentalmente, assim como um menino que se queimou teme o fogo. Nós temeremos o pecado da mesma forma como um homem que foi recentemente assaltado e despojado violentamente dos seus bens, teme o ladrão na estrada; e nós fugiremos dele —fugiremos dele em todas as coisas— não só nas coisas grandes, mas também nas pequenas, assim como os homens fogem tanto das víboras pequenas como das grandes serpentes. A dor sincera pelo pecado far-nos-á muito zelosos das nossas línguas para que não digamos palavras más. Vigiaremos diligentemente as nossas ações diárias para que em nada ofendamos, e em cada noite encerraremos o dia com uma sentida confissão das nossas faltas, e em cada manhã despertaremos com ansiosas orações a fim de que Deus nos sustente neste dia para não pecarmos contra Ele.

O arrependimento sincero é contínuo. Os crentes arrependem-se até ao dia da sua morte. Este escoamento da nascente não é intermitente. Todas as outras dores se desvanecem com o tempo, mas esta dor querida cresce com o nosso crescimento, e é tão docemente amarga, que por isso agradecemos a Deus que nos autoriza a desfrutá-la e sofrê-la até que entremos no nosso descanso eterno.



Morning's Meditation — C. H. Spurgeon
www.spurgeon.org

Meditações Matinais
Tradução de Carlos António da Rocha

http://no-caminhodejesus.blogspot.com/

de
Carlos António da Rocha