sexta-feira, 6 de setembro de 2013

POEIRA

POEIRA Resolvi faxinar a casa. Mesmo cansada e querendo mais é aproveitar o sábado para descansar... Mas, o dever me chamava! E, QUE, dever!!!...rs Dias sem varrer e tirar o pó! Nem vou explicar os por quês – pensem o que quiserem... Cheguei enfim à idade onde não se dá mais importância à opinião alheia... Mas trabalhar fora 10 horas por dia e ser pastora e escritora nas madrugadas não é fácil não... Como dizia minha mãe: “Ninguém paga minhas contas...” Bem enfim, o motivo desde texto é a POEIRA. De onde ela vem? Como entra em casa mesmo com os vidros e portas fechadas? Para que serve?(como diria o Sérgio Chapelin) Para onde ela vai eu sei. Duas opções. Melhor três: 1- Meu nariz, iniciando a já conhecida rinite alérgica. 2- Meus pulmões, cutucando a velha asma. 3- O lixo, quando tenho a Graça de Deus para minha coluna e o tempo para limpar. Eu escolho a terceira opção e vocês? Poeira... Invisível aos nossos olhos na maior parte do tempo. Incômoda, injusta, ilegal para nossa saúde, irritante, sutil, oportunista, sádica e tudo mais. Quando se acumula nos impede de ver o brilho do dourado, a translucidez do vidro, as nuances da madeira, as coisas como elas são na realidade... Aí então você pode estar pensando... Tá. Já sei tudo sobre poeira ou quase tudo, porque este texto está longe de ser uma monografia científica sobre “pulvis esquisitus trabalhandus” que é o “nome científico” da dita cuja...rs Calma, eu volto para o texto... Lembre que além da poeira a ansiedade também faz mal a saúde... rs Pois bem, ao ver este trabalho inglório de todos os dias ter que varrer, ou melhor, passar aspirador, passar pano molhado e tirar o pó além de dar um brilhozinho nos móveis... da poeira, passei a conjeturar sobre o pecado e as tentações. Não, não ria. É muito parecido sim. As tentações estão nos espreitando dia e noite. São invisíveis, tem maior ou menor grau mas fazem o mesmo estrago em nós e aos olhos de Deus. O pecado é como a poeira que vai se acumulando em nossa alma. O inimigo é sutil, silencioso (o famoso sapatinho de algodão – lembra?) e tem mais de 2000 anos que conhece o homem e onde ele pode lançar sua “poeira” e fazê-la acumular em cada um de nós. Sabe nossas fraquezas e ataca sem dó nem piedade e nelas mesmas. Se nós deixamos a poeira satânica (pecado) acumular em nossa alma, logo vamos perdendo o brilho da Fé a translucides de uma consciência tranquila, a beleza do sorriso franco e muitas coisas mais... principalmente a paz de espírito! A poeira do pecado acumulada se transforma em um ninho de “ácaros” chamados demônios. Que sugam nossas energias nos dão falta de ar, nos deixam chegar ao ponto de confusão e desespero. Interessante que no Jardim do Édem onde tudo começou, Deus criou Adão do PÓ da terra e depois da queda Deus falou que o diabo rastejaria e comeria o pó da terra: "Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida." – Gênesis 3:14 Ou seja, o diabo se alimenta dos pecados do homem. Por outro lado, olhando do ponto do objeto cheio de poeira, este “objeto” empoeirado acaba por não conseguir mais “ver” Aquele que cuida dele, acaba por não poder sentir o seu amor e começa a crer na mentira do diabo diz que o próprio Senhor o esqueceu num canto para ficar empoeirado... Não foi Deus que o esqueceu, foi ele mesmo que não se cuidou dia após dia. Pois fazendo alusão de um maná novo para cada dia (Êxodo 16) todos os dias devemos nos alimentar da Palavra de Deus e orar para crescermos espiritualmente e discernirmos rapidamente quando pecamos e nos consertarmos resgatando imediatamente a comunhão com o Senhor. Pois depois da cruz do Calvário não estamos sozinhos, “Deus sabe que somos pó.” – Salmo 103:14 e “... e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.” – 1 João 2:1 Então, que Deus te abençoe e vou indo pegar minha vassoura... Não vou voar, claro! ...rs pois sou lavada e remida no sangue de JESUS! Nele, que fala comigo até no meio de uma faxina (parafraseando Caio Fábio)... Tânia Guahyba Algum dia de 2013.

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